Santo: São Inácio de Loyola

By | 22/02/2016

Santo Inácio de Loyola ou Loiola (31 de maio de 1491 — 31 de julho de 1556) foi o fundador da Companhia de Jesus, conhecida como os jesuítas, uma ordem religiosa católica romana, que teve grande importância na Reforma Católica.

Santo Inácio de Loyola

Santo Inácio de Loyola

Nascido possivelmente a 24 de Dezembro de 1491, recebeu o nome de Íñigo López na localidade de Loiola (em castelhano Loyola), no atual município de Azpeitia, a cerca de vinte quilómetros a sudoeste de São Sebastião no País Basco.

Inácio foi o mais novo de treze irmãos e irmãs. Seu pai faleceu quando tinha apenas sete anos de idade. Em 1506, tornou-se pajem de um familiar, Juan Velázquez de Cuellar, tesoureiro (contador mayor) do reino de Castela. Como cortesão, levou vida leviana.

Em 1517, Inácio tornou-se militar. Gravemente ferido na batalha de Pamplona (20 de Maio de 1521), passou meses inválido, no castelo de seu pai, sem nada para fazer, leu a Bíblia, e ficou encantado.

Durante seu período de recuperação leu numerosos textos religiosos sobre a vida de Cristo e dos santos da Igreja. Tornou-se empolgado com a ideia ascética de uma vida de auto-abnegação, emulando os feitos heróicos de Francisco de Assis e outros líderes monásticos. Decidiu devotar a sua vida à conversão dos infiéis na Terra Santa.

Durante esse período, Inácio desenvolveu os primeiros planos dos « Exercícios Espirituais» (Ejercicios espirituales), que iriam adquirir uma grande influência na mudança dos métodos de evangelização da Igreja; “o moinho para onde todos os jesuítas são atirados; eles emergem com caracteres e talentos diversos, mas as marcas impressas permanecerão indeléveis” (Cretineau-Joly).

Após ter recuperado a saúde, visitou o Mosteiro de Montserrat (25 de Março de 1522), onde pendurou seu equipamento militar perante uma imagem da Virgem. Em breve entrou no mosteiro de Manresa (apenas morou em um quarto do mosteiro como hóspede, mas não era monge), na Catalunha, onde praticou o mais rigoroso ascetismo


Diz-se que teve visões. A Virgem tornou-se objecto duma devoção cavaleiresca. Imagens militares tomaram grande relevo em sua contemplação religiosa.

Em 1528 entrou para a Universidade de Paris, onde ficou sete anos e estendeu sua educação literária e teológica, tentando cativar o interesse dos outros estudantes para os seus exercícios espirituais. Em 1534 tinha seis seguidores — Pedro Faber, Francisco Xavier, Alfonso Salmeron, Jacó Laines e Nicolau Bobedilla, espanhóis, e Simão Rodrigues, português.

Em 15 de Agosto de 1534 ele e os outros seis fundaram a Companhia de Jesus na Igreja de Santa Maria, em Montmartre, “para efetuar trabalho missionário e de apoio hospitalar em Jerusalém, ou para ir aonde o papa quiser, sem questionar”. Em 1537 eles viajaram até Itália para procurar a aprovação papal da sua ordem. O papa Paulo III concedeu-lhes uma recomendação e permitiu que fossem ordenados padres. Foram ordenado em Veneza pelo bispo de Arbe (24 de Junho).

Inicialmente, dedicaram-se a pregar e a efetuar obras de caridade na Itália. A guerra reatada entre o imperador, Veneza, o papa e os turcos otomanos, tornava qualquer viagem até Jerusalém pouco aconselhável.


Na companhia de Faber e Lainez, Inácio viajou até Roma em Outubro de 1538, para pedir ao papa a aprovação da nova ordem. A congregação de cardinais, deu um parecer positivo à constituição apresentada, e em 27 de Setembro de 1540, o Papa Paulo III confirmou a ordem através da Bula “Regimini militantis Ecclesiae”, que integra a “Fórmula do Instituto” onde está contida a legislação substancial da nova Ordem. O número dos seus membros foi no entanto limitado a 60. Esta limitação foi porém posteriormente abolida pela bula Injunctum nobis de 14 de Março de 1543.

Inácio foi escolhido como o primeiro superior geral. Enviou os seus companheiros como missionários para criarem escolas, liceus e seminários por toda a Europa.

Em 1538 foram impressos os Exercícios espirituais , objecto de inspecção pela Inquisição romana, tendo sido no entanto autorizados.

Inácio escreveu as Constituições Jesuítas, adoptadas em 1554, que criaram uma organização hierarquicamente rígida, enfatizando a absoluta auto-abnegação e a obediência ao Papa e aos superiores hierárquicos (perinde ac cadaver, disciplinado como um cadáver, nas palavras de Inácio). Seu grande princípio tornou-se o lema dos jesuítas: Ad Majorem Dei Gloriam (pela maior glória de Deus).

Os jesuítas foram um grande factor do sucesso da Reforma Católica.

Morreu em Roma e foi canonizado a 12 de Março de 1622 pelo Papa Gregório XV. Festeja-se seu dia em 31 de Julho.

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