Hipólito (Roma 170?–235), foi um Antipapa, oponente ao papa Zeferino, que, na sua opinião, não estava suficientemente preparado para detectar e denunciar as heresias que atentavam contra a Igreja de Roma. Era cidadão romano, por nascimento.
De família nobre, teve formação teológica, tornando-se defensor da doutrina e da disciplina da Igreja. Fez-se antipapa por não concordar com a escolha de Calisto e a Ponciano. Seu cisma durou 20 anos e separou frontalmente a Igreja. Fez-se ordenar bispo da cidade de Óstia e granjeou posição, a ponto de ombrear-se com o próprio papa de Roma.

São Hipólito de Roma
No fim da vida, foi degredado junto ao papa Ponciano, com o qual se reconciliou no exílio. Morreu nos trabalhos forçados, nas minas da ilha da Sardenha, que em meio a duras condições de trabalho, veio a partilhar com o papa a palma do martírio em 13 de agosto de 235. Foi enterrado em Roma junto do papa Ponciano. Hoje é venerado como santo no mesmo dia de seu martírio.
Hipólito era cidadão romano, nascido na capital, Roma. Foi preparado por sua família para a carreira das honras. Entretanto, preferiu a carreira da espada: a militar. Recusou ser questor na cidade de Óstia, e em ser nomeado edil na cidade de Prato, para ser soldado pretoriano. Sempre demonstrou predileção às jornadas bélicas às ofertas de seu tio Claudius, que era Cônsul em Roma para que participasse mais ativamente da vida pública, e dos pedidos de seu pai, Valerius Quintus, que freqüentasse mais o Fórum. Foi de seu agrado ser nomeado centurião da 3ª Legião de Félix, acantonada na cidade de Arpino, no Lácio, onde sua família tinha uma grande propriedade rural. Uma queda do seu cavalo força-lhe a se imobilizar pôr alguns meses, o que repousa a contra gosto e passa o tempo em apraz estudar. Alguns cronistas afirmam que sua simpatia pela causa cristã vem da época das campanhas que participou em Agrigento, onde lado a lado, esteve com vários adeptos desta seita que crescia até entre os soldados. Seu tutor de nome Orestes de Corinto, também era cristão. Sua relação com os cristãos se estreita quando uma vez batizado por Lourenço, é acolhido como igual pela jovem comunidade da Sicília e seus membros no exílio.
O Martirológio Romano classifica a Hipólito como o mesmo mártir citado na Acta de São Lourenço. Segundo este documento, Hipólito era o oficial encarregado de tomar conta de Lourenço, quando este estava na prisão, sendo por ele convertido e batizado. Ele presenciou o enterro do mártir, e, por assim ter agido, foi intimado a comparecer perante o imperador, que o censurou por desonrar o uniforme imperial e a missão a ele confiada, mediante uma “conduta inconveniente a um oficial e a uma pessoa distinta”, e ordenou que fosse açoitado. Ao mesmo tempo, Santa Concórdia, enfermeira de Hipólito, e mais dezenove outros foram espancados até a morte com açoites providos de bolas de chumbo. O próprio Santo Hipólito foi sentenciado a ser despedaçado pela força de cavalos. A sentença do imperador só não foi plenamente cumprida, pelo seu desígnio de atender aos apelos da influente família do condenado, composta de membros ilustres da sociedade romana, sendo que apenas deveria ser açoitado e enviado a uma província distante para onde continuaria prestando serviço à Roma.
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